Star Trek: Discovery – (1×02) – Battle at the Binary Stars (Netflix)

O texto que se segue contém SPOILERS

O segundo episódio de “Star Trek: Discovery” reflecte a razão para que ambos os episódios tenham sido exibidos continuamente: é como se fossem um filme, com princípio, meio e fim.

Guerra. Não há volta a dar. Por mais que as acções da Michael Burnham tenham precipitado a um conflito com os Klingons, é a determinação de T’Kuvma em deixar a sua marca na História como o renascido Kahless, unindo as 24 casas Klingon e despoletando uma guerra contra a Federação, que serve como catalisador para o início do confronto. As suas acções são calculadas, as suas motivações estabelecidas, a sua vilania palpável. Não há nada que o demova de atingir os seus objectivos.

Como seu oponente, uma Federação ingénua, encharcada por valores tradicionais que lhes toldam a visão. Os avisos de Burnham soam como se de uma premonição se tratasse, mas as suas acções são encaradas como precipitadas, irreflectidas e até desrespeitosas. É sempre assim… os revolucionários são crucificados mesmo que tenham toda a razão do mundo e os acomodados pagam as consequências da sua passividade. 

Avança a batalha. Os efeitos especiais voltam a saltar à vista. É inegável que são uma das maiores valias da série. A história, por sua vez, mantém-se, tal como se tinha percebido no primeiro episódio, muito direccionada a elevar a protagonista, mesmo quando ela passa boa parte do episódio em cativeiro.

Por entre explosões e Burnham sobra pouco espaço para o resto, mas o suficiente para dotar o vilão de alguma consistência. Mas este, tal como a Captain Georgiou, são os primeiros a despedir-se desta história. Nada que surpreendesse os devotos aos créditos iniciais (magníficos, por sinal), a quem não passou despercebido o estatuto de “guest star” atribuído a Michelle Yeoh, indicando uma participação temporária.

I wanted to protect them from war, from the enemy. And now we are at war… and I am the enemy.

Poderosos minutos finais, onde a escuridão abraça a Burnham e a Sonequa Martin-Green deslumbra no papel de alguém que terá de suportar o peso das suas acções, de alguém que acabou de alterar a História de várias civilizações.

O final do episódio, carregado de emoção e incerteza, é quase como que um final de temporada. E agora? É a pergunta que imediatamente nos assola. A diferença é que em vez de termos de esperar meses, saberemos a resposta já na próxima semana. Resposta essa que reserva certamente um papel de destaque para um notável ausente destes dois primeiros episódios de seu nome Jason Isaacs.

3 opiniões sobre “Star Trek: Discovery – (1×02) – Battle at the Binary Stars (Netflix)”

  1. Grandes efeitos especiais, e apresenta desde logo algo que em Star Trek muito faltou ao longo das décadas: boas batalhas espaciais. Os constrangimentos de orçamento, e a evolução dos efeitos especiais, ajudaram muito este episódio. Ainda assim, tenho pena que, até agora, e tirando a protagonista, pouco haja de concreto sobre as personagens…

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