Best Of: 9 a 15 de Outubro

O texto que se segue CONTÉM SPOILERS

O “Best Of” dá destaque por diferentes elementos do TVDependente ao melhor momento televisivo da sua semana, seja um episódio actual, uma cena de uma série com 10 anos, uma música ou um plano único.

Carolina: Orphan Black Series Finale

Exactamente dois meses depois de “Orphan Black” se despedir dos nossos ecrãs decidi ver os três últimos episódios desta quinta temporada. A quantidade de organizações, vilões e confusões que foram aparecendo tinha-me deixado de pé atrás mas os momentos finais destas sestras sentadas no jardim foi um óptimo fechar do círculo. Cada uma tem a sua despedida, mais ou menos feliz, revelando a evolução que tiveram desde os seus primeiros momentos em cena. Maslany dá o corpo a esta catarse merecida, com destaque para Sarah que terá agora de aprender a viver com as suas limitações sem ter um inimigo contra quem lutar.

Leandro: Mindhunter

David Fincher tem o dom de quase nunca nos decepcionar e “Mindhunter” vem novamente comprovar essa tese. A série foge aos moldes dos típicos policiais onde o FBI tenta capturar criminosos, ao invés, os agentes lutam contra um sistema politicamente correcto em busca de compreenderem a mente daqueles que perseguem de forma a obterem melhores resultados no futuro. Não é uma série com um ritmo fácil pois dá tempo às personagens e à história para respirarem ao invés de nos presentearem com corridas desenfreadas. A não perder.

Rafa: Room 104

Por muito que tenha gostado de “Togetherness” , é-me impossível não proclamar “Room 104” como a magnum opus dos Irmãos Duplass. O episódio que encerra a temporada de estreia é por demais honesto naquilo a que se propõe, sem quaisquer artifícios a deturpar tamanha história de amor. Preenche a posição certa na temporada, como se dissesse em tom de despedida que nada mais importa. Colosso de escrita que tenta suspender o tempo. Tudo em menos de meia-hora. 12 episódios. 6 horas da vossa vida. Check-in obrigatório numa das melhores séries de 2017.

Rui Mendes: The Orville

The Orville” é uma sátira (?), criada por Seth MacFarlane, ambientada num universo muito próximo do de “Star Trek”. Este best of não é sobre a qualidade superior da série, pois esta não é nada de extraordinária, sendo uma homenagem dos criadores que se torna num guilty pleasure do espectador.

Estas linhas referem-se ao terceiro episódio da série, “About a Girl”. Numa série de ficção científica, num ambiente descomprometido e que supostamente não teria espaço para grandes reflexões, o episódio foi um dos mais políticos e politizados do ano.

A questão: as crianças transgénero, as convenções sociais e o papel dos pais. Assuntos complexos, moralmente duvidosos e eticamente delicados. A questão torna-se mais interessante quando se percebe o contexto real da sua criação: as recentes decisões sobre o assunto de um Presidente errático, cada vez mais preso a uma agenda (perigosamente) conservadora.

Quando a ficção reflecte a realidade e a discute, a televisão torna-se mais relevante. Exemplar.

ZB: The Hormone Monstress 

Big Mouth“, do Netflix,  soberba série de animação, uma das abordagens mais genuínas que me lembro à entrada na puberdade. Os Monstros das Hormonas (um Ele e uma Ela) são o seu expoente máximo. Enquanto o Monstro ganha em javardice, a Monstra domina graças a ter a voz mais sexy da televisão (Maya Rudolph).

6 opiniões sobre “Best Of: 9 a 15 de Outubro”

  1. Orphan Black: só vi até ao final da segunda temporada, damn.
    Mindhunter: como já disse no comentário à temporada, o piloto surpreendeu-me porque estava à espera de outra coisa. Tenho mesmo de lhe pegar com mais atenção
    The Orville: eu tentei, mas não dá para ver mais. Não consigo achar piada à série, e embora este episódio até tivesse um tema interessante (e muito actual), não tenho pachorra para o humor de adolescentes do MacFarlane. Já arquivei.

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  2. “Mindhunter” ainda não comecei a ver, em breve.
    “The Orville” vi o piloto e detestei, fiquei-me por aí.
    “Orphan Black” vi até ao episódio de estreia da penúltima temporada e já a grande esforço, uma pena porque ver a Maslany representar é um prazer tremendo. Como “só” me faltam 19 episódios, talvez um dia ainda lhe pegue de novo, tenho uma certa curiosidade.
    “Big Mouth” é excelente, uma das surpresas do ano. Mas para mim é mesmo O monstro das hormonas a levar a coroa. No geral, as vozes estão todas muito bem escolhidas.

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  3. Orphan Black: vale sobretudo pela Tatiana Maslany. Enorme trabalho que teve durante o percurso, algo atribulado, da série.
    Foi um agradavel series finale, simples e eficaz.

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    1. E foi interessante como conseguiram quase dividir o episódio em dois, uma primeira parte para fechar o círculo e uma segunda parte para dar alguma esperança para o futuro destas personagens.

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