Pilot Season: Kevin (Probably) Saves the World (ABC)

O texto que se segue NÃO CONTÉM SPOILERS

“Kevin (Probably) Saves the World” é um piloto confuso de uma série que claramente ainda não percebeu bem onde quer ir. Mas é um piloto que nos deixa com curiosidade para ver onde vão chegar… até serem cancelados, claro está.

A premissa desta série é ligeiramente científica ou teológica. Ou então puramente nonsense. Um dos quatro. Kevin (Jason Ritter) é um clássico rapaz mal-encarado de Wall Street que não sabe o que fazer ao dinheiro e depois de o despedirem e ficar solteiro se tenta suicidar. Sem rumo na vida decide ir visitar a sua irmã recentemente viúva (Amy Ad… perdão, JoAnna Garcia) e respectiva sobrinha a uma terra algures no Texas. E é aqui que a confusão começa…

Uma bela noite uma anormal chuva de meteoritos cai na Terra e enquanto Kevin acha engraçado ir ver de perto os estragos a irmã é “raptada” num helicóptero para ajudar os militares a perceber o fenómeno em caso de serem aliens a invadir o planeta (depois admiram-se de ser difícil distinguir as duas actrizes). Depois de tocar no meteorito Kevin é projectado no ar à la filme categoria B e ganha uma espécie de anjo da guarda que está na terra para o ajudar a encontrar outras pessoas como ele que juntas vão salvar o mundo. Pronto, metade da audiência já desligou o ecrã.

Para aqueles que aguentaram até aqui vamos então ver o que se passa de positivo e negativo nesta série. Começamos infelizmente pelo passado da personagem principal que está longe de ser convincente. Mesmo guiando um BMW é-me difícil ver Jason Ritter como um “suit” o que é logo um pequeno problema no arranque da série uma vez que parte do seu percurso é obviamente tornar-se uma pessoa melhor. É um bocado asshole, efectivamente, mas parece longe de uma personagem sem coração. Felizmente que Ritter está também algo confuso no meio de meteoritos, anjos e algum humor e assim rapidamente nos conquista para um papel em que claramente está mais à vontade.

O tom “preachy” de encontrar as outras pessoas escolhidas e com um abraço tornar o mundo melhor também é razão para revirar os olhos e será certamente um desafio para os argumentistas em manter o humor leve mas sem passar esta linha. No entanto, chegados ao fim destes 40 minutos ficamos com vontade de ver mais, talvez por ser uma premissa algo original numa temporada recheada de remakes ou procedurals iguais uns aos outros. Ritter leva em grande parte a série às costas, com o seu misto de charme e fragilidade que assentam perfeitamente neste papel, ajudando ainda ter uma boa química com a irmã. Não é a melhor estreia da época mas pode vir a ser a série “feel good” que vemos para distrair dos dramas mais pesados.

 

“Kevin (Probably) Saves the World” estreou no dia 2 de Outubro na ABC.

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