Best Of: 4 a 10 de Dezembro

O texto que se segue NÃO CONTÉM SPOILERS.

O “Best Of” dá destaque por diferentes elementos do TVDependente ao melhor momento televisivo da sua semana, seja um episódio actual, uma cena de uma série com 10 anos, uma música ou um plano único.

Leandro: Dark – Primeira temporada
Provando que as boas séries não provêem apenas dos EUA ou UK, “Dark”, uma produção germânica, é fiel à eterna frieza alemã. Cenários frios, muita chuva e uma fotografia a condizer fazem desta produção uma das maiores surpresas do ano. Os mistérios adensam-se e vão fazer felizes todos os que anseiam por perceber e teorizar sobre todos os pormenores. As personagens são no geral bem desenvolvidas sem grandes correrias e a história leva o seu tempo para respirar sendo esse um dos seus trunfos. Não se deixem enganar pela premissa pouco original pois à excepção desta, e talvez do poster, tudo o resto é de elevada qualidade.

 

Rui: Jornalismo de investigação português

Não resisto em referir como momento alto da minha semana televisiva um assunto que voltarei a abordar noutro espaço (situação que tenho evitado). A reportagem de sábado da TVI, sobre a associação “Raríssimas”, criada para apoiar crianças com doenças raras, fortemente apoiada pelo estado e que alegadamente (repito e friso: alegadamente) terá sido alvo ao longo dos anos de um desvario ao nível da sua gestão.

É daquelas situações na qual uma reportagem, ou melhor jornalismo de investigação, presta um serviço público: ou se provam as alegações e há consequências criminais (de preferência levando às últimas consequências) ou a justiça repõe a verdade e a TVI terá que assumir as suas responsabilidades.

De qualquer forma é de sublinhar a recente onda de qualidade do jornalismo de investigação em Portugal, com a TVI a dar cartas. Já havia sido assim com a reportagem sobre os incêndios, aguardando com expectativa a próxima reportagem sobre as crianças portuguesas vítimas de tráfico para adopção no estrangeiro.

syrin: Princess Margaret e Antony Armstrong-Jones em “The Crown”

A segunda temporada de “The Crown” foi claramente menos consistente que a primeira, faltando um momento-chave que se destacasse. Mas se os altos e baixos se sucederam, uma coisa que permanece constante é a forma como a Princesa Margaret nos consegue cativar. Com o capitão Peter Townsend carta fora do baralho, é a vez do fotógrafo Antony Armstrong-Jones entrar em cena e cativar a princesa. Tony é a personificação da rebeldia dos anos 60, com todos seus excessos, conseguindo convencer uma mulher com o coração despedaçado a lançar-se numa aventura que, desde o primeiro momento, se sabe ter um desfecho cinzento. “Beryl” é o momento em que tudo se cristaliza, e que nos deixa ver a princesa com outros olhos – e é, também, provavelmente, o melhor episódio da temporada.

Um pensamento em “Best Of: 4 a 10 de Dezembro”

  1. Mais uma vez o momento alto da minha semana foi SFU. O episódio do aniversário da Ruth (brilhante mesmo) e o season finale (3×13) são muito bons. Agradável surpresa ver o Justin Theroux na série (não fazia ideia).
    Estou ainda a acompanhar Vikings (acabei a primeira temporada) e Stranger Things (season 2) , o que me reduz muito o tempo para ver outras séries (Dark chamou-me à atenção).

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