Pilot Season: The Resident (FOX)

O texto que se segue NÃO CONTÉM SPOILERS

No que toca a séries, e numa época em que os reboots são a nova série de super-heróis, eis que a FOX decide remar contra a maré e apostar em algo novo, apresentando-nos… um drama de médicos. Ok, a ideia não é nova, mas por vezes, é possível inovar ao bater na mesma tecla.

Infelizmente isso não é o caso em “The Resident”, que não só não traz nada de novo ao género, como ainda por cima consegue juntar tudo o que de pior temos visto nos últimos anos dentro do género. A história começa de forma bem simples: Devon Pravesh é um jovem médico prestes a fazer um internato no seu hospital de sonho. No primeiro dia no trabalho, conhece o seu superior, o arrogante Conrad Hawkins, que irá dar-lhe algumas duras lições, e chamar-lhe alguns nomes menos simpáticos, mas sempre (claro!) para seu bem. Conrad não só é arrogante e trata mal os seus subordinados, como também não deixa a ex-namorada enfermeira em paz, e tem uma luta quase diária contra o seu maior inimigo, o melhor cirurgião deste hospital e arredores, Randolph Bell. O cirurgião-chefe, por sua vez, é um vilão de todo o tamanho, que não consegue obrigar tudo e todos a acatar as suas ordens, como ainda por cima mata pacientes na mesa de operações, devido ao que, provavelmente, se virá a revelar um problema de saúde que o deixa com as mãos a tremer.

Mais coisa menos coisa, foi assim o primeiro episódio, desta tentativa da FOX de pegar em fórmulas comprovadas anteriormente. Infelizmente, nas mãos de um mau cientista, mesmo uma fórmula já testada diversas vezes com sucesso pode correr mal. O inexperiente Devon não é o ingénuo John Carter. O arrogante Conrad não é o determinado Peter Benton e nem sequer o brilhante Gregory House. Randolph Bell não é um Dr. Romano, já que esse ao menos, era um vilão divertido e com algum coração.“The Resident” não é uma “E.R”, não é uma “House, MD”, e nem sequer uma “Grey’s Anatomy” que, por entre um ou outro desastre natural, sempre conseguia apresentar-nos episódios mais aproximados à realidade. “The Resident” assume, desde o primeiro momento, que irá trabalhar num mundo de faz de conta onde as internas de terceiro ano podem mexer na máquina mais avançada que há para cirurgias, e onde um médico tem tanto poder sobre os demais, que consegue não só esconder uma morte, mas também fingir fazer uma cirurgia possivelmente letal com um equipamento de topo de gama em que nunca mexeu sem que ninguém ache nem um pouco estranho. Um mundo em que os médicos arrogantes mas brilhantes, os bad-boys com coração, distinguem-se por andar de mota e de vestir uma sweatshirt.

Numa época em que a imaginação parece faltar em alguns canais, há quem decida seguir o caminho mais batido, na esperança de que a familiaridade traga algum conforto e consiga enganar o espectador. Infelizmente para a FOX, não é com “The Resident” que o irá conseguir fazer.

2 opiniões sobre “Pilot Season: The Resident (FOX)”

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