15 episódios de “Stargate SG-1” para recordar

O texto que se segue CONTÉM SPOILERS

214 episódios, 10 temporadas, 2 filmes e uma equipa inesquecível. A propósito do regresso de “Stargate SG-1” à televisão portuguesa (o primeiro episódio é exibido hoje no canal Syfy, por volta das 21h30), recordamos aqui 15 episódios inesquecíveis e que valem a pena (re)ver.

Grandiosos, minimalistas, dramáticos, humorísticos, esta é uma lista de episódios ecléctica, que engloba tanto momentos marcantes como “guilty pleasures”, pontos de viragem ou simples favoritos. Quinze episódios que marcam hoje, mas que poderiam ser substituídos por outros amanhã.

15. Children of the Gods (1×01; 1×02)
«HAMMOND: “You ever think of writing a book about your exploits in the line of duty?” O’NEILL: “Ah, thought about it. But then I’d have to shoot anyone who actually read it. (pause) It’s a joke, sir.”»

O episódio que marca o início desta viagem é também aquele que lança esta lista. Depois de um filme bem mais pesado, o humor que começa aqui a permear a história pode parecer por vezes deslocado, mas deixa antever que esta poderá ser uma série diferente. Um ano depois, O’Neill, Daniel, Skaara, Kawalsky, e Ferretti regressam, acompanhados por Hammond, Carter e Teal’c, para dar origem à mais longa série de ficção científica americana. De regresso também a mitologia egípcia e a expansão dos portais, abrindo assim as portas a todo um universo por descobrir. E, com a ajuda de um inesperado cliffhanger final, abrindo também as portas a um vício que não acaba mais.

14. Paradise Lost (6×15)
«O’NEILL: “You know, Harry, it’s not that I can’t believe you lied to me again…it’s that you LIED to me AGAIN!”»

Receita para um bom episódio: juntar Harry Maybourne a Jack O’Neill, deixar refogar e esperar pelos resultados. Qualquer episódio em que estes dois personagens interajam é sempre uma pérola e “Paradise Lost” não é excepção. Presos num planeta perdido sem qualquer sombra de civilização, forçados a sobreviver à custa de rúcula psicotrópica e sessões de pesca criativa, O’Neill e Maybourne são exemplos paradigmáticos de que a paranóia é a melhor amiga da violência.

13. The Quest (10×10; 10×11)
«MITCHELL: “The hard part of this team is not risking your own life, it’s watching your friends take chances with theirs.”

A demanda pelo Santo Graal pode ser um dos temas mais explorados na ficção, mas quando se juntam Mitchell, Carter, Daniel, Teal’c, Vala, Ba’al e Adria, o caso muda de figura. O que temos são dois episódios recheados de acção, aventura, dragões, mitologia e muitas, muitas piadas. E se é sempre um prazer ver Carter a dar um muito merecido murro a Ba’al, já o sacrifício de um membro da expedição deixa-nos com o coração mais apertado para o desfecho final.

12. Solitudes (1×18)
«O’NEILL: “What’s the bad news? ‘Cause unless we’ve redecorated the gateroom, I don’t think we’re in Kansas anymore.”»

Se as primeiras temporadas provam algo, é que uma equipa é sempre mais forte do que os seus indivíduos e “Solitudes” é um óptimo exemplo disso. Quando um erro envia Carter e O’Neill para as profundezas geladas de um planeta misterioso, fica a cargo de Daniel e Teal’c salvá-los. Se na Terra se quebram cabeças para descobrir a solução, do outro lado do universo tenta-se sobreviver ao frio. E quando, numa reviravolta inesperada, se descobre estar afinal bem próximo de casa, dá-se também o mote ideal para o spin-off, sete anos depois.

11. Avalon (9×01; 9×02)
«MITCHELL: “Room full of gold and jewels, and Dr. Daniel Jackson finds the one book.”»

Com a derrota dos Goa’uld, era necessário arranjar um adversário à altura dos Tau’ri. E se os Ori nunca alcançaram o glamour dos seus antecessores, certamente provaram ser bem mais perigosos. Do regresso de Vala à formação da nova equipa entre caras novas e conhecidas; da Avalon terrestre às galáxias distantes, a nona temporada desta série começa em grande com a história dos Ancient e deixa a certeza que que o Livro de Origin irá dar muito que falar.

10. Abyss (6×04)
«DANIEL: “No, I’m here. I’m…really here.” O’NEILL: “Sure you are.” (throws shoe) DANIEL: “Here in the sense that my consciousness is here, if not here in the full physical flesh and blood sense, which is really…neither…here nor there. The point is, you’re not imagining this.” O’NEILL: “I just tossed my shoe through you!”»

Se nos deixa algo desiludidos pela falta de consequências futuras palpáveis, a verdade é que “Abyss” traz consigo uma das melhores interacções entre dois grandes amigos que nem a morte conseguiu separar. Preso na fortaleza de Ba’al, torturado até à morte dias a fio, para logo de seguida ser ressuscitado e recomeçar o processo, a bóia de salvação de O’Neill acaba por ser o amigo que julgava ter perdido e que o acompanha nas horas mais difíceis. E se as saudades de Daniel ainda estavam no início neste ponto da temporada, a oportunidade de assistir a mais um “Jack and Daniel Comedy Hour” certamente ajuda a não perder a esperança no regresso aos bons velhos tempos.

9. Prometheus Unbound (8×12)
«VALA: “You hit me!” DANIEL: “You hit ME.” VALA: You know, we could just have sex instead.”»

Se há episódios que marcam pelas suas batalhas épicas, pelo estabelecimento da mitologia ou pela morte de alguém importante, outros há que marcam apenas pela boa disposição que trazem E entre esses, “Prometheus Unbound” é o episódio que ninguém pode deixar de adorar. A entrada em cena de Vala Mal Doran, uma pirata intergaláctica que rouba a USS Prometheus foi tão marcante que obrigou ao regresso da personagem, anos mais tarde, num papel preponderante dentro e fora da equipa. E se mais preciso fosse para convencer, assistir à cómica luta entre Daniel e Vala pelo domínio da nave é razão suficiente para incluí-lo este episódio na lista.

8. Threads (8×18)
«CARTER: “I can’t believe we didn’t do this years ago.” O’NEILL: Well, let’s not dwell.”»

Este poderia ter sido o momento de despedida desta série, desta equipa, deste universo. Mas, ditaram os poderes superiores, não o foi. Mais histórias havia ainda por contar, mais episódios e aventuras para mostrar. Para muitos, no entanto, a idílica paisagem nas margens de um pequeno lago (sem peixes) do Minnesota, com toda a equipa reunida depois da derrota dos Goa’uld, de Anubis e dos Replicators, representa o momento ideal para dizer adeus a uma série que nos marcou. “And they all went fishing together. The end.”

7. Meridian (5×19)
«DANIEL: “I’m gonna miss you guys.” O’NEILL: Yeah, you too.” DANIEL: “Thank you. For everything.”»

Por vezes basta uma cena para fazer um episódio. E “Meridian” é o melhor exemplo disso. Todos os eventos externos que despoletaram a saída de cena de Daniel deixam qualquer um furioso ao ver o mundo real a influenciar a ficção, e a presença do seu substituto foi um duro golpe para todos. Mas mesmo que a história pareça, em certo ponto, forçada, a sua revelância para o universo futuro é inquestionável, tal como o é o impacto que a triste despedida final consigo traz, um momento capaz de levar qualquer um às lágrimas.

6. 2010 (4×16) / 2001 (5×10)
«O’NEILL: “They don’t get excited in general, General. It’s like an entire planet of accountants.”»

Universos alternativos, futuros apocalípticos, em dez temporadas várias foram as oportunidades de ver os piores pesadelos a concretizarem-se, mas o resultado nunca foi tão duro de aceitar como em “2010” e na sua sequela “2001”. Dez anos depois de um contacto fortuito, as verdadeiras intenções de supostos aliados são desmascarados, obrigando a equipa a pôr de lado diferenças pessoais e a reunir-se para uma última missão. O resultado são dois episódios marcantes com um dos inimigos mais estranhos e uma história que viria ainda a dar que falar no futuro.

5. Heroes 1 e 2 (7×17, 7×18)
«CARTER: “The following are the names of the men and women who did not die in service, but who are in fact alive today because of Janet.”»

Embora a questão do documentário filmado no Comando Stargate pareça, de início, deslocada numa série que raramente lida com as questões práticas do dia a dia, e o patriotismo exacerbado da montagem final seja algo exagerado, “Heroes” revela-se um episódio cuja função é homenagear todos os que caem em batalha. E se a morte de personagens principais já não é novidade nesta série, a perda de Janet Frasier até hoje é relembrada pelos fãs como um dos momentos mais marcantes da série.

4. The Fifth Race (2×15)
«ASGARD: “You have already taken the first steps towards becoming the Fifth Race.”

Se há episódio importante para o estabelecimento da mitologia da série é este mesmo. O primeiro confronto de O’Neill com o repositório dos Ancients é o responsável não só por cenas hilariantes mas também pelo lançar de pequenas pistas sobre as histórias futuras desta série. Os oito chevrons, os ZPMs, o mistério dos Ancients e os primeiros passos de uma aliança que se iria revelar de vital importante para toda a série têm aqui o seu início, transformando este num episódio essencial para qualquer fã que se preze.

3. The Lost City 1 e 2 (7×21, 7×22)
«DANIEL: “Oh please. Teal’c is like one of the deepest people I know. He’s so deep. Tell him how deep you are. You’ll be lucky if you understand this” TEAL’C: “My depth is immaterial to this conversation”»

A épica aventura que reúne em todo o seu esplendor a equipa de que tanto gostamos é também aquela que fica guardada nas nossas memórias e que fecha este pódio. As palavras cruzadas, o regresso dos repositórios dos Ancients, a sede de conhecimento de Daniel, a busca por Atlantis, a visita de Anúbis ao Presidente Hayes, a batalha sobre a Antárctica com Hammond no comando da USS Prometheus, o sacrifício do O’Neill e o desespero de toda a equipa que perde assim, em vão, um amigo.

2. Moebius 1 e 2 (8×19, 8×20)
«CARTER: “Apparently nothing we did affected the timeline.” O’NEILL: “But we didn’t do anything.” CARTER: “Not yet. Apparently we were going to, two weeks from now, but now we don’t have to.” “O’NEILL: Excellent. That’s it! I like it!”»

Viagens no tempo? Check. Universos alternativos? Check? Dork!Daniel e dork!Sam? Check! Kawalsky! McKay! Hammond! Major Davis (de bigode)! Major Samuels! Apophis! Ra! As viagens no tempo nunca foram tão divertidas como neste cair do pano a oito anos de histórias e de personagens marcantes. A busca por um ZPM leva a intrépida equipa cinco mil anos até ao passado, ao império de Ra no Egipto. O que pretendia ser uma simples missão transforma-se numa saga que passa pelo passado, por mundos alternativos e por um presente que, tirando um pequeno peixe, parece ser igual ao nosso. O fim da SG-1 como até aqui a conhecíamos, este é um dos episódios mais marcantes da série, merecendo por isso o segundo posto da lista.

1. Window of Opportunity (4×06)
«O’NEILL: “I’m telling you, Teal’c, if we don’t find a way out of this soon, I’m going to lose it. Lose it. It means, go crazy… nuts… insane… bonzo… no longer in possessions of one’s faculties… three fries short of a Happy Meal… WACKO!!”»

Sem sombra de dúvidas o primeiro lugar do pódio teria de ir para o episódio que melhor representa esta série. Ficção científica, acção e aventura, comédia e uma pitada de drama são aqui aliadas numa história que pode não ser de todo original – a do dia que se repete ad infinitum -, mas que nos conquista graças uma espantosa sequência criada à pressão para servir como filler e que acabou por se tornar um ícone da série.

3 opiniões sobre “15 episódios de “Stargate SG-1” para recordar”

  1. “dar origem à mais longa série de ficção científica americana”… bom… Smallville teve 10 temporadas e 218 episódios. É inferior a nível de qualidade mas não de quantidade!

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    1. ahhh, já percebi o erro.
      O post original é de 2009, nessa altura SG-1 ainda era a mais longa série de ficção científica americana. Entretanto parece que a taça vai para Supernatural com 273!!!

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      1. Se bem que… podemos sempre lançar o debate se Supernatural encaixa no género sci-fi… E se os filmes de SG-1 não podem ser, de certa forma, contados como episódios. 😛

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