Curso intensivo de introdução ao universo Stargate

Contém spoilers para todas as temporadas de “Stargate SG-1” e “Stargate Atlantis“

“Stargate SG-1” regressa esta segunda-feira à televisão portuguesa através do canal Syfy. De forma a celebrar este regresso, apresentamos alguns dos pontos-chave dum universo que, durante mais de uma década, tanto enriqueceu a ficção científica televisiva.

Stargate
No início estava… o portal. O objecto que dá o mote a todo este universo é um círculo de metal, criado por uma raça extraterrestre, e que permite viajar quase instaneamente no espaço através de um buraco negro artificial em direcção a outros mundos. Os portais da Via Láctea contêm 39 símbolos que representam constelações e que permitem aceder a outros planetas. Tal como num telefone, uma combinação de sete símbolos (chevrons) é usada para aceder a outros planetas na nossa galáxia. Oito chevrons permitem aceder a portais localizados noutras galáxias. Para ligar a outro portal é preciso marcar os chevrons num DHD (Dial Home Device), o aparelho que inclui todas as constelações. O portal terrestre foi descoberto nos anos 40, no Egipto, durante escavações arqueológicas no deserto. Foi transportado para os Estados Unidos tendo acabado por ficar nas mãos da Força Aérea Americana numa base secreta por baixo da montanha NORAD. Depois de várias décadas de estudos, só nos anos 90 foi criado o Programa Stargate e se deu início à exploração do universo. Mais tarde foi descoberto um segundo portal enterrado no gelo da Antárctida. De momento o planeta terra dispõe apenas de um portal, que reside no Comando Stargate debaixo do Comando NORAD.

SG-1
Constituída, na sua primeira encarnação, pelo Coronel Jack O’Neill, líder carismático armado diariamente com uma piada sarcástica, um ioiô e uma P-90, a Capitã Samantha Carter, génio tecnológico e soldado eficiente, Daniel Jackson, arqueólogo, antropólogo e linguista, o homem que descobriu os segredos do portal e que mais vezes entrou para a lista de mortos em combate, e Teal’c, um extraterrestre da raça Jaffa que carrega dentro de si um parasita, líder supremo do exército de um dos maiores inimigos da humanidade que renunciou ao seu deus para ajudar os humanos na luta contra os Goa’uld, a equipa passou, nos seus últimos anos, por algumas transformações. O’Neill foi promovido e é agora um Major-General condecorado, chefe da Homeworld Security, trabalhando directamente com o Presidente a partir do Pentágono. Sam Carter teve também uma subida fulgurante: depois de algum tempo no comando da SG-1 e de uma breve passagem por Atlantis, a actual Coronel comanda agora a mais recente nave terrestre, a General Hammond. Daniel, quando não está morto, desaparecido, num plano superior de existência ou transformado em Ancient, faz parte da nova SG-1 e tenta fugir dos avanços da barbie de cabedal. Teal’c, depois de conseguir libertar o seu povo das garras dos Goa’uld, ajudou a estabelecer uma nova casa para a sua raça mas acabou por regressar à Terra e à SG-1, graças para isso à insistência do Coronel Cameron Mitchell, novo líder da equipa, menino da mamã do Kansas que se mete constantemente em sarilhos. Para terminar, Vala Mal Doran, pirata espacial, uma mulher tão fascinada por tesouros como por fatos justinhos de cabedal, pode ter dado cabo física e mentalmente de Daniel, mas acabou por revelar-se a peça que faltava à equipa.

Atlantis
A descoberta fortuita do segundo Stargate na Antárctida na primeira temporada de SG-1 acabou por dar frutos sete anos mais tarde, quando este se revelou ser o ponto de partida para a descoberta, numa nova galáxia, da antiga cidade dos Ancients. Daí para o spin-off a distância foi curta: uma nova equipa internacional de soldados e cientistas, comandada pela Dra. Elizabeth Weir, parte à descobertas das maravilhas tecnológicas da cidade perdida de Atlantis. O que encontram, no entanto, é um novo e poderoso inimigo que durante cinco anos os infernizou. Felizmente para todos, o Major (e, mais tarde, Coronel) John Sheppard consegue manter a calma e a dignidade sob pressão (salvo seja), Teyla Emmagen dos nativos Athosians derrota qualquer um em combate enquanto que Rodney McKay, o génio de serviço alérgico a citrinos, inferniza a vida de todos. Depois de várias entradas e saídas, de confrontos e perdas, da partida de Weir e Carson Becket, o último assalto dos Wraith faz com que a cidade voadora de Atlantis se encontre actualmente a flutuar na baía de São Francisco, escondida pelos sensores ancient. A bordo encontram-se actualmente Sheppard, McKay, Teyla, Becket (que se juntou à liga de morre/não morre de Daniel), Ronon e Jennifer Keller sob comando de Richard ‘Dick’ Woolsey, do IOA.

Inimigos
Os Goa’uld, parasitas extraterrestres que habitam o corpo dos humanos, raptaram humanos de várias culturas primitivas e levaram-nos para outros planetas, populando assim a galáxia com os nossos antecessores. Para controlar os humanos, assumiram o papel dos deuses da antiguidade. Os Goa’uld foram derrotados pela SG-1. Os Replicators são máquinas que se auto-copiam e expandem, procurando transformar toda a galáxia em mais da sua espécie. Mais perigoso inimigo dos Asgard, os Replicators tornaram-se numa das maiores ameaças para a Terra, obrigando a estabelecer uma aliança entre os humanos e os Goa’uld para os conseguir derrotar. Uma evolução da espécie deu-se com a criação de Replicators humanóides. De momento os Replicators já não são uma ameaça. Os Wraith são uma raça telepática que se alimenta da força vital dos humanos. São a principal ameaça da galáxia Pegasus, responsáveis pela queda dos Ancients em Atlantis. Durante os cinco anos da série, são os principais inimigos da expedição Atlantis, graças em grande parte à sua tecnologia avançada.

Asgard
Os Asgard são uma das raças mais avançadas do universo Stargate. Estes pequenos extraterrestres cinzentos, naturais da galáxia Ida, foram aliados dos Ancients, dos Nox e dos Furlings, partilhando tecnologia e saber. Raça benevolente, visitaram a Terra onde assumiram o papel dos deuses nórdicos, protegendo os humanos dos Goa’uld. Quando os humanos finalmente começam a explorar a galáxia com o Stargate, os Asgard são uma raça moribunda e não possuem mais recursos suficientes para enfrentar os Goa’uld devido à ameaça dos Replicators na sua própria galáxia. Assim, tirando algumas ocasiões esporádicas, deixam os humanos à sua sorte contra os seus inimigos. Depois da derrota dos Goa’uld e dos Replicator, os Asgard partilharam alguma da sua avançada tecnologia com os humanos, incluindo armas, escudos de defesa e a tecnologia de transporte, que foi prontamente instalada nas naves terrestres. Devido a uma doença degenerativa fulminante, os Asgard transferem a sua tecnologia de ponta para a Odyssey, a mais recente nave humana, e escolhem auto-destruir toda a sua civilização, para evitar que a sua tecnologia avançada caia em mãos alheias.

Ancients e Ori
Os Ancients (também conhecidos como Lanteans ou Alterans) são uma das mais antigas raças de sempre. A tecnologia ancient é a mais avançada da galáxia, sendo o seu maior feito a criação dos Stargates. Existem dois sectos dentro desta raça: os Ancients, seres benevolentes, devotos da ciência e da tecnologia, e os Ori, fervorosos religiosos, que atacaram os Ancients e os levaram a deixar a sua galáxia original. Partindo em busca de uma nova casa, os Ancients descobriram a Via Láctea, onde prontamente se estabeleceram e constituíram um império, criando portais em vários planetas, mas, devido a uma praga que quase destruiu a sua civilização, acabaram por fugir para a Galáxia Pegasus, na sua nave Atlantis. Aí, depois de uma longa e devastadora guerra contra os Wraith, os sobreviventes viram-se obrigados a fugir de novo para a Terra, onde encontraram civilizações primitivas. Aceitando o seu destino, a civilização Ancient desapareceu: alguns partiram para outros mundos através do portal da Antárctida, outros misturaram-se com a população primitiva da Terra, passando o gene ancient, e outros conseguiram ascender a um plano mais elevado de existência, de onde não podem interferir com a vida humana. Aliados dos Asgard, dos Nox e dos misteriosos Furlings, os Ancients deixaram espalhada por toda a galáxia tecnologia avançada capaz de derrotar inimigos tão perigosos como os Goa’uld ou os Replicators, mas que apenas pode ser activada por quem possua o gene ancient, os descendentes da sua civilização. Já os Ori, depois de descobrirem a existência de humanos na Via Láctea, iniciam uma cruzada por todos os planetas, tentando espalhar a sua mensagem de obediência cega ao “Livro de Ori”. Devastando tudo e todos à sua frente, foram finalmente derrotados pela SG-1 graças à Arca da Verdade, mas algumas naves com humanos devotos sobreviveram à guerra e encontram-se ainda espalhados pela galáxia.

Naves Terrestres
Depois de cinco anos de pesquisa, várias tentativas falhadas e muitos milhares de dólares gastos, os humanos conseguem finalmente construir a primeira nave totalmente humana. Os F-302s são jactos usados como frota de ataque das naves mães. Dos jactos ao primeiro cruzador de batalha o salto foi pequeno. Prometheus (X-303) é a primeira nave humana capaz de viagem interestelar, que mistura tecnologia humana, goa’uld e asgard. Destruída por um satélite Ori, Prometheus é substituída pela classe de naves Daedalus (X-304), que incorpora mais tecnologia extraterrestre de outras raças descobertas até então. A hyperdrive asgard permite a esta classe de naves criar wormholes mais estáveis do que antes e as armas nucleares, potenciadas pelos geradores de naquadah, tornam-nas inimigos poderosos. Foram criadas seis naves classe Deadalus: USS Deadalus, USS Odyssey, RFS Korolev (comandada pelos Russos e destruída na batalha contra os Ori), USS Apollo, PRCS Sun Tzu (comandada pelos Chineses) e a mais recente Phoenix, agora conhecida por USS George Hammond, em honra do General que faleceu.

IOA / Homeworld Security
O International Oversight Advisory (IOA) é um comité civil criado depois dos Estados Unidos e da Rússia terem revelado o Programa Stargate aos membros permanentes do Comité de Segurança das Nações Unidas (França, Grã Bretanha, República Popular da China). Este comité tem por função supervisionar a expedição Atlantis e todos os fundos que são encaminhados para esse projecto, bem como controlar as missões das naves Atlantis. O IOA não controla o Programa Stargate nem as suas naves, por este estar sobre directa responsabilidade da Força Aérea americana. Criado pelo presidente americano depois dos eventos de Lost City (SG1), o Department of Homeworld Security, com sede no Pentágono, é responsável pelo Programa Stargate, o centro de investigação Area 51, e as bases estabelecidas noutros planetas (Alpha, Beta e Gamma sites). Comandado inicialmente pelo Tenente-General George Hammond, este departamento é actualmente responsabilidade do Major-General Jack O’Neill.

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