1986: 1×05 – A Grande Festa (RTP1)

Finalmente a conclusão do primeiro episódio.

E claro que já se sabia que sendo o DJ Top Jackpot filho de um empedernido comunista a animar uma festa de apoio ao candidato Freitas do Amaral, aquela só podia correr mesmo, mesmo mal.

O que fica na retina é a forma desastrada como todo o crescendo(?) narrativo até se chegar ao grande clímax prometido foi construído. Sinceramente não gostei. Acho que houve pressa em incluir elementos diversos para construir a época, esquecendo-se de criar uma estrutura narrativa sólida. É demasiado adereço, demasiado vestuário, demasiada música de época, para tão pouca história.

O cliffhanger do primeiro episódio, demorou quatro episódios a concluir-se. E no final fica o sabor amargo de que não se concluiu satisfatoriamente, com episódios de permeio que não adiantaram grande coisa à narrativa. Mais valia terem concluído esta historieta ao segundo episódio. Mas pronto…

A Festa correu mal porque contra todas as probabilidades o Tiago não sabia que festa era aquela. Isto apesar de ser no bairro dele. Apesar de viver numa casa politizada. Apesar de uma campanha mediatizada. Apesar das desculpas que o argumento foi semeando para que ele não descobrisse.

Para não ser reconhecido mascara-se de mascote do mundial de 1982. E é vestido desta forma improvável que o DJ Top Jackpot (o Tiago, não a série) consegue um sucesso assinalável em cativar os apoiantes que aguardam ansiosamente a chegada de Freitas do Amaral. Apesar de evitar a todo o custo passar um slow para evitar que o seu rival dance com a Marta. O pavilhão estava supostamente cheio, isto apesar das câmaras não conseguirem disfarçar o reduzido número de figurantes e o artificialismo que demonstram. Aliás, este tem sido outro dos problemas da série. Sempre que há figurantes, estes não resultam naturais. Então na escola…

Curiosamente o episódio focou-se a meias noutra história, tendo Eduardo, o pai de Tiago, como protagonista. A da sua solidão e saudade da mulher. E da necessidade daquele homem carente e comunista de ter companhia. Aproveitando a ausência do filho, contrata uma “massagista” para serviço ao domicílio. Como bom homem, encharca-se de vodka e partilha filmes clássicos com a profissional, que ainda por cima não perfilha dos mesmos ideais comunistas. Claro que não acontece nada entre os dois, pois os autores têm que o preservar para a setôra Alice.

Também aqui não houve um clímax satisfatório (pun intended).

Como compensação temos a destruição da grande festa pelo Eduardo, ante o olhar perplexo de um escondido Freitas do Amaral.

No meio de tanta desgraça e climaxes falhados, valha-nos a Gina.

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