Guião das séries para Maio (hortelão: muita série pouco serão)

Cobra Kai (02 de Maio, Youtube Red)

Ah a nostalgia!!! Um dos maiores pastelões redundantes dos anos 1980, o “Karate Kid” aka artes marciais para fofinhos regressou…

Como regressou? Simplesmente complicado: com os protagonistas originais de meia-idade, adultos (semi)falhados e muito, muito, recalcamento improvável. Ah, e parece que uns golpitos de karate.

Expectatativa: Tem guilty pleasure inscrito em todo o lado. Até salivo de impaciência!

The Rain (04 de Maio, Netflix)

Uma aguardada série de mistério e ficção científica com origem nórdica, região geográfica que tem vindo a dar cartas neste género de ficção. Um futuro apocalíptico, trazido por um vírus, no qual cada um pode fazer as suas escolhas independentemente da sociedade, mas sempre presos às mesmas condições que acompanham a humanidade desde sempre.

Expectatativa: Elevada.

 End Game (04 de Maio, Netflix)

Os momentos antes do adeus permanente. Uma série documental que promete não ser para todos, retratando os últimos tempos de vida e da partida com dignidade. As críticas e recomendações são grandes.

Expectativa: Não irei ver, não duvidando da sua qualidade e capacidade de provocação.

 Sweetbitter (06 de Maio, Starz)

Baseado num livro de sucesso a série retrata a procura dos sonhos e de um significado para a vida de uma jovem recém-chegada (Tess) a Nova Iorque. Inebriada pela descoberta da cidade, numa altura em que esta se encontrava em forte mudança, assim como pelas experiências que o trabalho num restaurante para a classe social mais elevada.

O livro foi descrito como uma carta de amor e um retrato apaixonado a Nova Iorque, no entanto a série está a ser criticada pela falta de diversidade racial do elenco.

Expectativa: Alguma, nem que seja para ver o piloto.

Vida (06 de Maio, Starz)

Se a série anterior é acusada de falta de diversidade racial (e cultural), esta deverá compensar. Ambientada na Comunidade hispânica de Los Angeles, duas irmãs totalmente diferentes são obrigadas a conviver uma com a outra após morte da mãe, que não seria aquilo que pensavam ser.

Paralelamente, a receita do costume, ou a Vida como ela é.

Expectativa: Alguma, nem que seja para ver o piloto.

Keeping Faith (07 de Maio, Acorn)

Um marido que desaparece nas belas paisagens de Gales. O drama familiar e a investigação. Série da BBC.

Expectativa: Nenhuma. Não tenho fé alguma!

 Motherland (10 de Maio, Sundance Now/BBC2)

Sitcom inglesa, produzida pela BBC. Promete um retrato real e cruel (e, espero que divertido) sobre as agruras da maternidade.

Expectativa: Naaaaa… passo!

 Safe (10 de Maio, Netflix)

O regresso de Michael C. Hall (espera-se que em grande). Uma história batida e cada vez mais repetida: um homem viúvo, vê a sua filha desaparecer, iniciando uma investigação que explique o seu desaparecimento. À sua volta, todos escondem segredos e nada é aquilo que parecia ser…

Expectativa: Pelo trailer, acalento esperanças.

All Night (11 de Maio, Hulu)

Pouco se sabe sobre esta comédia de (para?) adolescentes. Um grupo de alunos no seu último dia de escola, uma festa nocturna e a tentativa de tornarem realidade as suas expectativas.

Expectativa: Só se for pelo mistério de tão reduzida informação. E o trailer não ajuda. E porque é no canal de “The Handmaid’s Tale”.

Evil Genius: The True Story of America’s Most Diabolical Bank Heist (11 de Maio, Netflix)

Os documentários estão na ordem do dia com experiências muito interessantes que serializam o objecto documental. Recentemente “Wild, Wild Country” acertou no tom ao mostrar uma realidade com maior potencial do que a ficção, produzida pelos irmãos Duplass. Produzido pela mesma dupla, este “Evil Genius” disseca um mediático e bizarro assalto a um banco ocorrido em 2003.

Expectativa: Alguma

Patrick Melrose (12 de Maio, Showtime)

Mais Benedict Cumberbatch. E é sempre pouco. A adaptação de um livro popular (mais um). A (mini)série promete uma história complexa de um adulto que tem que lidar com as marcas e traumas do passado deixado por um pai prepotente e controlador e uma mãe indiferente.

Acresce que o elenco é qualquer coisa de extraordinário. Além de Cumberbatch, temos Jennifer Jason Leigh, Hugo Weaving e Blythe Danner.

Expectativa: Mais do que muita.

 Little Women (13 de Maio, PBS)

Adaptação de um dos romances clássicos da literatura americana, da autoria de Louisa May Alcott e que já teve múltiplas adaptações. A história da família March quase toda feminina, em plena guerra civil americana e claro (já escrevemos isto por diversas vezes aqui) as suas atribulações de vida: o amor, as dores de crescimento,…

Expectativa: Só se for pela nostalgia…

 Citizen Rose (17 de Maio, E!)

Em tempo do movimento me too, um documentário sobre uma das suas principais activistas, a actriz e realizadora Rose McGowan.

Expectativa: Nenhuma. Mas é bom que exista interesse nestas questões.

Fahrenheit 451 (19 de Maio, HBO)

Telefilme que adapta um dos romances seminais de Ray Bradbury, sobre um futuro distópico no qual os livros são queimados e os media controlam a liberdade de pensamento. O livro é obrigatório. Um dos filmes produzidos a partir dele, também. Aguardemos com expectativa esta adaptação.

Expectativa: Superior à temperatura necessária para queimar os livros.

 Picnic at Hanging Rock (25 de Maio, Amazon)

Mais mistério. Mais uma adaptação de um livro. Mais uma adaptação para televisão de um livro que já deu um extraordinário filme. O ano é o de 1900. O dia, o de S. Valentim. Num colégio desaparecem três alunas e uma professora em visita de campo. Uma é encontrada, mas de nada se recorda. O que lhes terá sucedido?

Expectativa: alguma

The Tale (26 de Maio, HBO)

Telefilme sobre a formação da memória e a partida que nos prega perante situações psicologicamente intensas. Baseado na busca ao seu passado sexual, feito ao longo do tempo pela realizadora do telefilme, o cast é prometedor: a grande e algo secundarizada Laura Dern, mas também Ellen Burstyn, John Heard e Jason Ritter.

Expectativa: alguma.

The Break with Michelle Wolf (27 de Maio, Netflix)

Para os que não conhecem, Michelle Wolf é um comediante que tem aparecido em alguns segmentos de Trevor Noah e que viu o seu nome catapultado para a fama no recente jantar dos correspondentes da Casa Branca, com uma performance que tem sido criticada. Uns acusam-na de mau gosto, outros de coragem. Pessoalmente, não me tem convencido, julgo faltar carisma, espontaneidade e naturalidade. Mas… enfim, vamos lá dar o benefício da dúvida.

Expectativa: Nenhuma, mas vou experimentar. Tudo o que promete fazer rir merece uma oportunidade.

The Fourth Estate (27 de Maio, Showtime)

Para todos aqueles que se interessam pelas relações entre política e jornalismo, surge este documentário que analisa as relações de amor-ódio entre estas duas formas de poder. Actual, numa altura onde as relações estão exacerbadas em plena época de Fake News.

Expectativa: Fake News!

Reverie (30 de Maio, NBC)

E prontos… acabamos o mês de Maio, com nova série policial. Uma antiga negociadora de situações de reféns, especialista em comportamento humano, encontra novo emprego após uma tragédia pessoal. Nada de novo até aqui. No entanto, há uma pitada de novidade nesta série produzida por Steven Spielberg (que na televisão, não significa o mesmo do que no cinema). A especialista salva agora pessoas que estão “perdidas” num avançado programa de realidade virtual.

Expectativa: Alguma. O trailer tem imagens fabulosas. No entanto, deverá ser mais do mesmo.

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