The End

Talvez o maior significado duma passagem de ano recaia sobre deixar para trás o que deve ser deixado para trás e olhar em frente, para tudo o que de novo se encontra à nossa espera. E foi por isso que guardámos esta despedida para este que é o último dia do ano em que o TVDependente celebrou dez anos de existência. Tudo o que o blogue foi é história, numa narrativa convulsa mas persistente e onde os múltiplos personagens (desde colaboradores a visitantes recorrentes) foram a sua razão de ser.

Muito haveria para escrever.

Muito haveria para relembrar.

Muito haveria para agradecer.

Dez anos são uma vida.

Mas o olhar para trás pode ser temível obstáculo para o objectivo de seguir em frente e, neste momento, é isso que é necessário ser feito.

A todos (todos mesmo) muito obrigado.

Bom ano de 2019.

Até sempre.

Nu (T1): Nas garras do voyeurismo

O texto que se segue NÃO CONTÉM SPOILERS

Liberté. Égalité. Nudité. Em 2026, após oito anos em coma, um polícia acorda para encontrar uma França (aliás, uma Europa, excepto o Reino Unido graças ao Brexit) completamente nua. Este é o ponto de partida de “Nu”, série francesa do OCS Max que se propõe a usar a nudez como ferramenta de crítica social.

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Estreias em Linha: “A Discovery of Witches”, “A Million Little Things.”, “Into the Dark”, “New Amsterdam” e “Strangers”

O “Estreias em Linha” é uma rubrica que permite acesso imediato, sem conversa nem spoilers, a opiniões incisivas sobre as novas séries que estreiam esta temporada. Todas as semanas, classificaremos cinco.  Esta semana, destacamos “A Discovery of Witches” (Sky One), “A Million Little Things” (ABC), “Into the Dark” (Hulu), “New Amsterdam” (NBC) e “Strangers” (ITV).

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Estreias em Linha: “I Feel Bad”, “Magnum P.I.”, “Manifest”, “Murphy Brown” e “Single Parents”

O “Estreias em Linha” é uma rubrica que permite acesso imediato, sem conversa nem spoilers, a opiniões incisivas sobre as novas séries que estreiam esta temporada. Todas as semanas, classificaremos cinco.  Esta semana, destacamos “I Feel Bad” (NBC), “Magnum P.I.” (CBS), “Manifest” (NBC), “Murphy Brown” (CBS) e “Single Parents” (ABC).

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Crónicas (T4): TVSéries – Homeless of HBO e o estado decrépito de (quase) todos os canais nacionais de séries de televisão

A perda, ainda não oficializada mas notória junto dos consumidores, do catálogo HBO por parte do TVSéries é mais um forte sinal que as plataformas de streaming estão determinadas em eliminar a concorrência. Basta ver o autêntico degredo em que se tornaram as grelhas de programação de quase todos os canais dedicados à exibição de ficção televisiva escrita que operam em território nacional para ter poucas dúvidas que o streaming é, mais que o futuro, o presente e que o modelo tradicional ou impõe a sua própria revolução (mas como?) ou progressivamente cairá no esquecimento. É que hoje temos Netflix e Amazon Prime e amanhã teremos HBO, quem sabe Hulu daqui a uns tempos e outros que tais. Para quê, então, gastar dinheiro para ou ter canais extra de séries ou um canal premium onde repetições até à exaustão de “Game of Thrones” e “Outlander” (imagino que isso se deva a não saberem que são feitas quase 500 novas séries por ano só nos EUA, fora ainda os excelentes conteúdos europeus que quase só quem trabalha na RTP2 conhece e todas as outras séries mais antigas, e melhores que estas, que o público português desconhece ou gostaria de rever), ou séries de terceira canceladas ao fim de poucos episódios como “The Defenders” e “King & Maxwell”, ou ainda banalidades como “Chicago Fire” e derivados, ocupam lugar privilegiado num canal que era suposto ser premium e não um AXN 2.0?

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Pilot Season: “A Discovery of Witches” não conta nada de novo, mas fá-lo com qualidade

O texto que se segue NÃO CONTÉM SPOILERS

A nossa obsessão por bruxas, vampiros e demónios é antiga e certamente será constante até ao fim dos tempos. O mundo do misticismo está tão enraizado na cultura que facilmente consegue seguidores e a ficção não se coíbe de o explorar em proveito próprio. “A Discovery of Witches”, série do Sky baseada na trilogia “All Souls” de Deborah Harkness, é uma das mais recentes apostas do género em conquistar público. E a manter a qualidade dos primeiros episódios (neste texto seria suposto expressar uma opinião baseada apenas na visualização do piloto, mas fiz batota e já vi três), bastará encontrar uma plataforma que lhe dê maior visibilidade e rapidamente se tornará um fenómeno de popularidade.

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Pilot Season: “Manifest” sofre do síndrome de querer ser tudo

O texto que se segue CONTÉM SPOILERS

“Manifest” é a primeira nova proposta de ficção científica/mistério desta temporada televisiva norte-americana e parece não ter aprendido nada com os erros das suas predecessoras. Aliás, há quase como que uma maldição partilhada entre quatro dos cinco principais canais em sinal aberto norte-americanos (*), em que séries do género falham sucessivamente em convencer as audiências graças a cometerem o mesmo tipo de erros. Exemplo disso, é que tudo o que poderíamos escrever sobre “The Crossing” aqui há uns meses poderíamos voltar a escrevê-lo hoje sobre “Manifest”.

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