Pilot Season: “A Little Million Things” quer roubar as lágrimas que até agora pertenciam quase exclusivamente a “This Is Us”

O texto que se segue NÃO CONTÉM SPOILERS

“A Little Million Things” é a nova proposta da ABC para fazer aumentar as vendas da indústria de lenços de papel. Numa altura em que “This Is Us” detém quase a totalidade dos direitos das lágrimas dos espectadores mais predispostos a deixarem-se influenciar por melodrama, chega uma alternativa ao manipulativo mundo da ficção assente no “agora vamos fazer-te sentir mal, para depois fazer-te sentir bem e mais tarde voltar a fazer-te sentir mal”.

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Pilot Season: “New Amsterdam” não desilude quanto a ser mais do mesmo

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Todos já o sabemos de cor e salteado: todos os anos, com a chegada de uma nova temporada televisiva norte-americana chegam novas séries sobre o dia-a-dia de médicos, polícias e advogados. Há sempre uma, duas ou três, ou até quatro ou cinco assentes nestas temáticas e, com tudo o que já foi feito, raramente encontramos algo a que possamos chamar de minimamente original. “New Amsterdam” não é excepção.

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Estreias em Linha: “Kidding”, “Maniac”, “Sorry For Your Loss”, “The First” e “The Purge”

O “Estreias em Linha” é uma rubrica que permite acesso imediato, sem conversa nem spoilers, a opiniões incisivas sobre as novas séries que estreiam esta temporada. Todas as semanas, classificaremos cinco.  Estamos de volta e, esta semana, destacamos “Kidding” (Showtime), “Maniac” (Netflix), “Sorry For Your Loss” (Facebook Watch), “The First” (Hulu) e “The Purge” (USA Network).

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American Vandal (T2): “It’s poop. But it goes a lot deeper than that”

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“Who is The Turd Burglar?”. São das premissas mais ridículas, aquelas que encontramos em “American Vandal” e, no entanto, a série do Netflix é uma das melhores comédias da actualidade. Mais do que o humor corriqueiro resultante dos actos de desenhar pénis em carros ou causar uma caganeira geral, é no sóbrio e acutilante reflexo social que estas histórias se transcendem.

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Pilot Season: “The Purge” pede para ser purgada da TV

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O episódio-piloto de “The Purge” faz o que lhe compete: expõe a sua realidade (alternativa), dando a conhecer a quem não viu qualquer um dos quatro filmes aquilo que a diferencia daquela que conhecemos, onde existe um dia onde durante 12 horas se podem cometer todo o tipo de crimes, e apresenta as suas personagens, as pessoas que nos propõe seguir neste dia tão peculiar. Mas não só fá-lo sem alma nem carisma, deixando-se fazer refém do recontar de uma história, onde a única inovação parece ser quase que inspirada numa determinada série do Hulu bastante popular por estes dias, como desperdiça a oportunidade de aprofundar o universo por si criado.

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The OA (T1): Ao segundo movimento, a magia sai reforçada

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Brit Marling e Zal Batmanglij têm histórias para contar. Basta ver qualquer uma das suas colaborações para o perceber. Com nome estabelecido no cinema independente norte-americano, especialmente no Sundance Film Festival, tomaram de assalto o Netflix no final de 2016 com uma proposta que fugia aos padrões das séries produzidas pelo gigante do streaming. A série em questão, “The OA”, chegou sem aviso mas depressa conquistou o seu espaço. Tenha sido pelo desafio (receio) que tal aposta implicava ou devido a uma estratégia de marketing anti-estratégia de marketing (a inexistência de promoção pode ter sido propositada), a verdade é que resultou.

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Legion (T2): Uma espécie de trip lynchiana, mas sem gajos a varrer o chão durante cinco minutos

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Mindfuck, mind-orgy, mind-blowing, mind-bending… “Legion”, a série do FX baseada em super-heróis da Marvel, retirados do universo X-Men, ocupa um lugar na ficção televisiva actual quase ímpar, onde, juntamente com “Twin Peaks” – porventura uma das suas maiores inspirações -, nos oferece uma viagem em forma de delírio criativo pautado pelo meticuloso uso da imagem como forma narrativa.

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