American Vandal (T2): “It’s poop. But it goes a lot deeper than that”

O texto que se segue NÃO CONTÉM SPOILERS

“Who is The Turd Burglar?”. São das premissas mais ridículas, aquelas que encontramos em “American Vandal” e, no entanto, a série do Netflix é uma das melhores comédias da actualidade. Mais do que o humor corriqueiro resultante dos actos de desenhar pénis em carros ou causar uma caganeira geral, é no sóbrio e acutilante reflexo social que estas histórias se transcendem.

Continuar a ler “American Vandal (T2): “It’s poop. But it goes a lot deeper than that””

Iron Fist (T2): Secundários ao poder

O texto que se segue CONTÉM SPOILERS

As segundas temporadas costumam ser complicadas. Para aquelas série que tiveram óptimas estreias, o segundo tomo tem tendência a perder algum do fulgor, seja pela repetição de temas, seja pelo medo de arriscar algo novo numa fórmula que comprovadamente funciona. Já para as séries que tiveram os seus percalços desde início e que têm a sorte de regressar, a segunda temporada é a verdadeira prova de fogo, dando a oportunidade de mostrar se há ou não ali algo que vale realmente a pena descobrir. Felizmente, “Iron Fist” conseguiu fazê-lo nesta sua segunda aventura, e tudo isso graças às personagens “secundárias”.

Continuar a ler “Iron Fist (T2): Secundários ao poder”

The OA (T1): Ao segundo movimento, a magia sai reforçada

O texto que se segue NÃO CONTÉM SPOILERS

Brit Marling e Zal Batmanglij têm histórias para contar. Basta ver qualquer uma das suas colaborações para o perceber. Com nome estabelecido no cinema independente norte-americano, especialmente no Sundance Film Festival, tomaram de assalto o Netflix no final de 2016 com uma proposta que fugia aos padrões das séries produzidas pelo gigante do streaming. A série em questão, “The OA”, chegou sem aviso mas depressa conquistou o seu espaço. Tenha sido pelo desafio (receio) que tal aposta implicava ou devido a uma estratégia de marketing anti-estratégia de marketing (a inexistência de promoção pode ter sido propositada), a verdade é que resultou.

Continuar a ler “The OA (T1): Ao segundo movimento, a magia sai reforçada”

Legion (T2): Uma espécie de trip lynchiana, mas sem gajos a varrer o chão durante cinco minutos

O texto que se segue NÃO CONTÉM SPOILERS

Mindfuck, mind-orgy, mind-blowing, mind-bending… “Legion”, a série do FX baseada em super-heróis da Marvel, retirados do universo X-Men, ocupa um lugar na ficção televisiva actual quase ímpar, onde, juntamente com “Twin Peaks” – porventura uma das suas maiores inspirações -, nos oferece uma viagem em forma de delírio criativo pautado pelo meticuloso uso da imagem como forma narrativa.

Continuar a ler “Legion (T2): Uma espécie de trip lynchiana, mas sem gajos a varrer o chão durante cinco minutos”

Condor (T1): Adrenalina controlada

O texto que se segue NÃO CONTÉM SPOILERS

Com largas centenas de séries televisivas produzidas anualmente (o Presidente do FX até apresentou um relatório em que revelou que, só nos EUA, foram 487 em 2017), vivemos numa época em que ter uma série baseada num filme que, por sua vez, é baseado num livro é algo normal. “Condor”, produzida pela Paramount, MGM e Skydance, e exibida no AT&T, é a série em questão.

Continuar a ler “Condor (T1): Adrenalina controlada”